29 abril 2016

Dearly, Beloved: Uma Nova Ameaça - Lia Habel

Resenha por: Ana Zuky
Título: Dearly, Beloved #2
Autor(a): Lia Habel
Editora: ID
Gênero: Romance / Fantasia
Paginas: 512
Ano: 2013
Compare e Compre: Buscapé
Adicione: Skoob
Nota:
Sinopse: Nora Dearly e Bram Griswold apaixonaram-se, mesmo que isso parecesse algo impossível de acontecer entre uma garota cheia de vida, neovitoriana, de 17 anos e um soldado punk morto, que voltou a viver como zumbi. Como ele, o pai de Nora, Doutor Dearly, também se tornou um zumbi e dedica seus dias às pesquisas médicas – chegou a criar a vacina capaz de agir contra a Lazarus, a terrível doença que reanimava os mortos e os transformava em zumbis.Mas a notícia de que uma cepa diferente da Laz havia surgido deixou todos muito preocupados. Principalmente porque essa nova forma da doença era ainda mais assustadora, criando um tipo de zumbi insano e bastante violento.Estariam eles de volta à estaca zero? Haveria mais um Cerco? Os mortos seriam caçados novamente?Neste segundo volume da série, a insegurança e o medo voltam a dominar a cidade de Nova Londres e a ameaçar a convivência pacífica entre todos. E, uma pessoa em especial vai aproveitar esse clima de guerra e fará de tudo para destruir o amor entre Nora e Bram. Será que vai conseguir?
Depois de Nora, a humana; e Bram, capitão zumbi do exercido Z; enfrentarem no livro anterior um bando de cinzas (zumbis conhecidos por não terem domínio sobre a vontade incessante de comer carne) e o rival que desejava uma guerra e expor os Zumbis para a humanidade. Pensaram que tudo estava ao normal, já que agora os não-vivos (os que têm domínio sobre a mente conseguindo controlar sua fome) e humanos convivem juntos, mesmo a humanidade não aceitando tão bem assim. Porem os dias de calmaria está para serem extintos, pois uma nova cepa, uma mutação do vírus Lazaro que deu origem aos zumbis; surge e acaba reanimando novos zumbis com mais violência e fome. E seu portador, conhecido como “Paciente numero um” é o mistério que carrega as repostas para toda a comoção da população zumbi e humana. Alem disso, Nora e Bram terão que enfrentar o preconceito que o romance deles provoca na sociedade.

Com o mesmo cenário, pós-apocalíptico com todos aqueles zumbis, os bons e ruins. Com a proposta futurística por se passar em uma era mais adiante; onde a população sobrevivente da guerra e caos, hoje vive aos costumes da era vitoriana, o romance entre uma humana e zumbi e agora, com esta nova ação provocada pela ameaça de uma nova cepa; Lia Habel pecou, e muito. Faltou uma explicação mais lógica e profunda sobre a nova ameaça; alem de, mesmo sendo importante para os novos acontecimentos; Lia, acrescentou novos personagens que entram na historia, e, em vez de ser um ponto de vista para melhor entender, acabam confundindo e causando certo desconforto. Pois joga esses personagens no enredo, sem antes esclarecer o que de fato, o cujo é. Por que ele esta ali e qual é sua função na verdade. Em minha opinião, uma baianagem de personagens desnecessário. E se não bastasse, o romance que antes era o foco para toda ação da historia se perdeu. Cadê os personagens fofos e românticos, que não tinham medo, que não ligavam para o que acontecia, estando ali, juntos, era o que bastava para enfrentarem o mundo. Cadê?

Narrado em primeira pessoa, por personagens já conhecidos, como Bram, Nora e Pamela, podemos contar com novos personagens anteriores, que se mantiveram escondidos, mas que, aqui tem voz. Alem de novos personagens coadjuvantes que surgem para abranger mais o enredo. Contudo, como disse logo acima, esta invasão de personagens acaba confundindo um pouco o leitor, mesmo sendo necessário para explicar (ou não) melhor a ação.
Bram continua o personagem amável, porem, agora ele entra em conflito com seus ideais. Isso mostra o seu lado humano – mesmo não sendo – por querer o melhor para sua “espécie”.
Nora ao contrario de Bram, foi à personagem que mais retrocedeu no meu conceito. Tornado-se mesquinha e chata. Mesmo que suas atitudes serviram (de algo) para dar mais ação, não gostei do trabalho que a autora teve com ela neste livro.

A Diagramação do livro é simples, com fontes em tamanho menores e folhas amarelas. A revisão desta vez foi melhor que seu antecessor. A capa continua com sua grandiosidade na beleza.

Ainda que não tenha me sentido feliz com a leitura de Dearly, Beloved gostaria de acompanhar a continuação, Lia, alem de deixar pontas soltas ela acrescenta elementos extras, o que me faz acreditar, que seja para dar continuidade ao próximo livro. Mas, infelizmente, na minha pesquisa para saber sobre a continuação acabei que, descobrindo que o terceiro livro nem foi escrito *0*

Se indico? Sim, ele foi o melhor livro de zumbis com a mistura de steampunk que li. Gostei da premissa, dos personagens, do romance fofo, da ação e intrigas; dos elementos de uma era vitoriana com costumes para um cenário futurístico e da pegada steampunk... Nossa, está serie tem muito a oferecer, espero que no próximo, que não tem data para lançamento, a autora volte com o melhor, já que o segundo deixou a desejar, ao contrario do primeiro, que me senti na expectativa e ansiedade por mais da historia e do romance.

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