06 julho 2016

Lançamento Estação Brasil - Julho 2016


Em 1548, com a derrocada das capitanias hereditárias, Portugal decidiu estabelecer um Governo-Geral no Brasil. No ano seguinte, o militar Tomé de Sousa desembarcou na Bahia, acompanhado por burocratas, funcionários públicos, soldados e degredados. Sua missão era construir a primeira capital da colônia, a Cidade do Salvador, e, a partir dali, estabelecer a lei e a ordem em todo o território.A cidade – erguida em regime de empreitada, com licitações fraudadas e obras superfaturadas – de fato foi construída. Mas a lei e a ordem não fixaram residência ali. Pelo contrário: a desordem e a ilegalidade se tornaram a regra, não a exceção.Com a substituição do rígido Tomé de Sousa pelo corrupto Duarte da Costa, o que já estava ruim ficou pior. E, assim, o destino do Brasil seguia em rumo incerto – com os franceses, desde 1555 instalados no Rio de Janeiro, a um passo de se tornarem seus novos colonizadores.Ao mergulhar no cotidiano de uma sociedade marcada pela desigualdade, pelo desrespeito às leis, pelo uso do aparelho do Estado para obtenção de benefícios pessoais, pelo clientelismo e pela corrupção generalizada, este livro ajuda a desvendar a origem de algumas das mazelas que continuam minando o pleno desenvolvimento do Brasil.


Uma saga em 101 vidas.Você vai conhecer os grandes construtores do Brasil.Desde o primeiro homem a desembarcar de um navio, em 1500, e conviver com os habitantes da floresta tropical, até figuras notáveis dos dias de hoje que empreenderam o desafio de viver na primeira sociedade multiétnica do planeta. Fizeram uma grande história.Uma leitura surpreendente e imperdível. “Cinco séculos depois, o Brasil continua um mistério – pelo menos semântico. O fato é que, como marujos em meio ao nevoeiro, ninguém sabe ao certo o que Brasil quer dizer – nem mesmo se é com o S habitual ou com um Z ancestral.Talvez seja nessa dubiedade que se encontre a gênese do Brasil e seu duplo — essa espécie de síndrome que justapõe o país real ao país imaginário. O lugar onde os clichês se despedaçam e no qual o “país de contrastes” vira o país das contradições, onde a pátria do homem cordial transborda em discórdia e o suposto caldeirão que mistura todas as cores e raças mais parece um liquidificador — como se a aquarela do Brasil fosse um borrão abstrato.Caldeira é o guia ideal nessa aventura pelas grandes veredas desses sertões, pelas vias dos confins, pelas veias abertas. Afinal, ele é o homem que nos reapresentou Mauá, o empresário do Império, sujeito que a história oficial achou por bem esquecer. Caldeira também concebeu a magistral coleção Formadores do Brasil, resgatando do mesmo injusto esquecimento os homens que construíram esta nação — desde o rascunho.” – Eduardo Bueno


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